
Nesta Páscoa, relemos a narração do Evangelho segundo João (Jo. 20, 1-18) e reflectimos nas três personagens que intervêm neste episódio e de quem Jesus era muito íntimo: Maria Madalena, Pedro e João. Estes três discípulos cultivavam proximidades distintas com Jesus, segundo as formas preferenciais que usavam na relação com o Mestre, levando-os a compreender de maneiras diferentes o mesmo facto.
- Maria Madalena cultivava uma afeição amorosa por Jesus, alimentada pela proximidade sensitiva ao seu Senhor. “Reconhece-O” através de uma intimidade audível, quando o Mestre a chama pelo seu nome (vers. 16)… precisa desta mediação para O compreender vivo.
- Pedro relaciona-se com Jesus através de uma autoridade cegamente apaixonada e salpicada, como neste caso, por uma desconfiança prudente (vers. 6 “ficou admirado”). Vê o túmulo vazio e os panos enrolados mas não crê.
- João ao entrar no sepulcro “viu e começou a crer” (vers. 8). Já queria acreditar antes, pois a sua intimidade amorosa com o Mestre permitia-lhe ver e crer!
A nossa leitura é de que a intimidade e o amor de Madalena e de João para com Jesus abrem-lhes os olhos da fé, mais que a autoridade e o poder de Pedro. Só um olhar de amor crente torna possível ser testemunha do invisível!
- Maria Madalena cultivava uma afeição amorosa por Jesus, alimentada pela proximidade sensitiva ao seu Senhor. “Reconhece-O” através de uma intimidade audível, quando o Mestre a chama pelo seu nome (vers. 16)… precisa desta mediação para O compreender vivo.
- Pedro relaciona-se com Jesus através de uma autoridade cegamente apaixonada e salpicada, como neste caso, por uma desconfiança prudente (vers. 6 “ficou admirado”). Vê o túmulo vazio e os panos enrolados mas não crê.
- João ao entrar no sepulcro “viu e começou a crer” (vers. 8). Já queria acreditar antes, pois a sua intimidade amorosa com o Mestre permitia-lhe ver e crer!
A nossa leitura é de que a intimidade e o amor de Madalena e de João para com Jesus abrem-lhes os olhos da fé, mais que a autoridade e o poder de Pedro. Só um olhar de amor crente torna possível ser testemunha do invisível!
Por isso, celebrar a Páscoa e crer na ressurreição não significa explorar devotamente o sepulcro vazio – num ritual atávico da fé –, mas abrir-se ao Dom de Deus para cultivar um olhar novo que nos leve a ver para além dos factos quotidianos os sinais de vida nova da ressurreição de Jesus que estes escondem e perceber o sentido que Deus lhes quer emprestar.
Desejamos a todos uma Páscoa Feliz!
Helena e José Luis
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