Há umas semanas atrás, no meu anterior período de férias, concretizei duas dádivas há muito adiadas sem outro motivo que o habitual "não tenho tempo" ou "hoje não me dá jeito".
Doei sangue e inscrevi-me como dadora de medula óssea. E só lamento não o ter feito mais cedo.
Ao doar sangue percebi que já o devia ter feito há mais tempo, há muito mais tempo. Dificuldade: zero. Tempo gasto: insignificante, quando com isso se pode salvar uma vida. E depois descobri, com tristeza, que fruto das minhas viagens para destinos "da lista negra" vai demorar 1 ano até poder dar sangue novamente. Mas, daqui a um ano, mais ou menos, lá estarei!
Sobre o registo como dadora de medula óssea fica a simplicidade do processo (um pequeno questionário em papel, uma colheita de sangue para registar na base de dados nacional o nosso 'perfil'), um atendimento muito simpático e expedito (pelo menos no Centro de Histocompatibilidade do Porto, onde fui) e o constrangimento da enfermeira, no final, que feita a colheita de sangue me disse ente pedidos de desculpa e justificações com os cortes orçamentais: "vou dar-lhe este pedacinho de algodão e vai pressionar com o seu dedo durante um pouco quando sair pois não temos pensos rápidos para lhe colocar no braço"... Triste, nao é?
Agora, feito o registo, é esperar uma chamada se algum dia surgir alguém que precise. Porque dar faz todo o sentido.
Sem comentários:
Enviar um comentário