sexta-feira, 27 de julho de 2012

Dificil de imaginar

Cheguei a Joanesburgo na 3a feira de manhã. Só hoje me senti "em África" (falarei disso mais tarde).
Confinada, por imperativos de trabalho, a uma zona da cidade durante os primeiros 3 dias, tudo o que vi e experimentei foi igual a tantas outras cidades por esse mundo fora: hotéis, restaurantes, escritórios, empresas, pessoas como tantas outras. A infra-estruturas, as rotinas, o dia-a-dia de uma grande cidade.
Na 4a feira jantava num dos restaurantes mais movimentados da cidade e, olhando à minha volta, pensei: a quase totalidade destas pessoas, quando nasceu, não sabia se algum dia iria poder estar aqui, junta, neste restaurante, de igual para igual, brancos e negros.
E, dei por mim, a pensar no absurdo chamado


Não tenho muito para dizer. Apenas partilhar o desejo que então nasceu de saber mais, de conhecer mais e melhor da história deste pais e da transição que em 1990 se iniciou, bem como ler a biografia de um homem extraordinário a quem creio se deve em grande parte o 'milagre' de uma transição tao serena quanto possível e sem uma enorme convulsão social: Nelson Mandela.

2 comentários:

Cesa disse...

Um homem admirável, de fcato! Acho impressionante alguém ser tão bondoso e humano como ele a ponto de ter dado ao perdão uma nobreza tão GRANDE!

Cesa disse...

E sim, é difícil de imaginar como a aparência (neste caso a cor da pele) podem ter feito tanta diferença na vida dessas pessoas e na história desse país.